Cheapearls #3 | Trevor Walters 7″ | B-side

Nascido em Londres, em 1961, Trevor Walters fez a maior parte da sua carreira pelo reggae, através da sua ligação ao Ital group .
Fevereiro de 2014. Feira de antiguidades. Demos de caras com este 7″. Trouxemos para casa, limpámos com muito cuidado e apaixonámo-nos pelo lado B. O lado A, Love Me Tonight, atingiu os tops do reino unido, mas o lado B… o lado B, meus caros, é outra coisa… E como não se encontrava no youtube, decidimos pôr mãos à obra.

 

Born in London, 1961. Trevor Walters embarked on a musical career in reggae by adding his distinct soprano voice to the Ital group. He was also recruited to sing on releases by Santic, and contributed to the hit ‘Bloody Eyes’. He later recorded as part of Youth And Youth, with whom he released ‘Try Love Again’. Prior to embarking on a solo career, Walters recorded the ‘Back Together Again’ duet with Jean Adebambo, which gave an early indication of the potential of these two fine vocalists. This release was followed by the protest song, ‘They’ll Never Get Away’, which proved popular in the reggae charts.

In 1981 Walters wrote and recorded ‘Give Love A Try’, which surpassed its predecessor by topping the reggae chart. In October 1981 he reached number 27 in the UK pop charts with ‘Love Me Tonight’. It appeared that Walters was destined to be a one-hit-wonder in the annals of pop music, but he still attracted some derision from reggae aficionados because of his crossover success. Nevertheless, he continued releasing material that maintained a respectable profile in the reggae chart, including ‘Handyman’, ‘Comma Comma’ and, in combination with Jah Bunny, ‘Lovers Medley’. The singer returned to the UK pop charts in July 1984, reaching number 9 with his rendition of Lionel Richie’s ‘Stuck On You’. He also covered Richie’s ‘Penny Lover’, which, although an exemplary effort riding on a gentle lovers rock rhythm, did not chart.

His crossover success inspired Polydor Records to sign him for a cover version of Andrew Gold’s ‘Never Let Her Slip Away’. This release remained at the lower end of the pop charts, while the follow-up, ‘Love’s A Lie’, made no impression on any chart. The poor response, alleged to be through lack of promotion, was deemed inadequate by the company. In 1986 he enjoyed a hit with the sublime ‘Love Will Find A Way’, produced by Leonard Chin. In 1991, he regained his street credibility by recording with Anthony Brightly, who produced ‘Can You Feel The Love’ with Pure Silk. He continued to record and enjoy further hits throughout the 90s, including ‘Hold’ in 1998.

(taken from allmusic.com)

Rock It, Don’t Stop It – Another BBE delicacy

Podemos afirmar, sem dúvidas, que o Funk é o pai do Hip-Hop. E que apesar de o Disco ser visto como algo externo a este movimento, é necessário lembrar que por vezes foi também o veículo que deu boleia ao Rap, tirando-o de Nova Iorque e levando-o a dar voltas ao globo – sendo que ainda hoje o resultado desses (aparentemente) divergentes estilos ecoa um pouco por todo o mundo.

rock it
‘Rock It… Don’t Stop It!’ apresenta uma seleção de singles Rap esquecidos ou relativamente obscuros provenientes desse tão prolífico período – entre 79 e 83 – universalmente conhecido como old-school.

O Hip-Hop e o Rap são forças dominantes na cena contemporânea e têm-se tentado adaptar constantetemente, de modo a manterem a sua pertinência, mas nesta colectânea viajamos para trás no tempo mais de 30 anos – celebrando o nascimento deste movimento.

A seleção é feita por Sean P e a edição é da BBE. 2 x LPs + CD. Imaculada. Só faltava trazer um cartão para pôr no chão antes de tentar esgalhar o esqueleto nuns moves de Break Dance.

don't stop it(artigo baseado no texto do lançamento original)

Donna McGhee + Nana Love = Orgasmic vibes!

composição copy

Apesar da notória inércia nestes últimos meses, os respectivos feiticeiros deste site não pararam de investigar, diggar, comprar, discutir, maldizer e amar música.

Serve este post para repor alguma actividade e provar que não hibernámos durante o verão. Antes pelo contrário.

Das últimas aquisições, queremos destacar um par de mulheres. Furacões de sensualidade que nos arrancam pela raíz. Vulcões de calor que derretem de prazer o mais empedernido funcionário público.

De um lado temos Donna McGhee, com a reedição de luxo pela Grooveline (Deluxe Edition, 2LPs) feita a propósito do Record Store Day 2014. Do outro temos Nana Love, também com reedição de luxo (Deluxe Double LP), com carimbo de qualidade BBE.
nana love & donna

Estávamos em 1978. Atravessámos meio NY para ir a um clube “members only” em King St com alguns amigos. Passando pela recepção, – e enquanto tentávamos fingir que éramos clientes habituais – conseguíamos ouvir uma linha de baixo a ecoar através das paredes. Depois de afastarmos uma pesada cortina e de chegarmos finalmente à sala principal, algo dentro de nós mudava para sempre e nos fazia render à dança. O groove era contagiante, leváva-nos ao céu num turbilhão de cordas e sublimes vocalizações. Perguntámos a uma pessoa que dançava o que é que se estava a passar ali, e ela respondeu: “é o Larry que está a passar Donna McGhee, deixa-te levar”. A propósito do RSD14, um dos clássicos da lista de Larry Levan na Paradise Garage, produzido por Greg Carmichael e Patrick Adams, teve a merecida reedição, remasterizada a partir das gravações originais e dividida em dois 12″. É um daqueles discos que não se podem perder.
(tradução livre de um excerto (d)escrito por Vynil Factory)

Uma voz doce, sensual e luxuriosa – que geme e faz gemer – em cima de uma cama de arranjos de cordas com ritmos funk, atira este disco para a estratosfera da produção Disco de finais dos anos 70. O valor de uma boa cópia original ronda os 100€ e pode chegar mesmo a perto de 300€. É o único registo desta senhora em nome próprio. A maior parte da sua carreira foi feita a colaborar noutros projectos, tais como The Fatback Band, Phreek ou Universal Robot Band, entre outros.

Nana Love.
Numa época em que o Disco era carimbo distintivo de uma produção norte-americana, a verdade é que o estilo teve um alcance bem mais global, sendo uma forte influência em África. E se existisse um Studio 54 no Gana nos finais de 70, este seria sem dúvida um dos discos para atrair multidões sedentas de dançar até ao amanhecer.
Com raízes profundas na Soul, Funk e Disco, este álbum foi gravado – tal como o de Donna McGhee – em 1978, contando com músicos de topo da cena local, tais como por exemplo Harry Mosco que, além de uma carreira fortíssima a solo, espalhava groove por projectos como os The Funkees, tão rodados aqui no nosso Magia Negra.
Esta re-descoberta, feita 35 anos após o seu original lançamento (feito de muito poucas cópias), prova que não só aguentou o teste do tempo, como ainda soa a produção fresca e actual.
A fantástica BBE embarcou em mais uma viagem de digging e encontrou o produtor original Reindorf Nana Oppong, limpou o pó das gravações originais, encontrou alguns inéditos, transferiu e remasterizou tudo e ainda fez um belo embrulho gráfico em forma de 2xLP+CD, resultando em mais uma daquelas edições que fazem salivar um homem no deserto.

“Nana Love – Disco Documentary Full Of Funk” é promessa de satisfação garantida sob forma de documento histórico e ritmo contagiante. Uma viagem ao Gana dos anos 70, num bilhete só de ida.
Uma cópia original (além de ser quase impossível de encontrar) pode atingir uns inflamados 450€ e não garante um estado perfeito.

Resumindo:
Só estes dois discos seriam suficientes para nos alimentar o espírito durante longos e indeterminados períodos de tempo.
Saudações groove e até breve!

Music From the Depths of Groove

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