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Magia Negra Mixtape #9 | DubLab mix !

We asked our friends at dublab to make an exclusive mix for us and they did!
We proudly bring you the result, directly from LA, the dublab mix!
Enjoy!

Make sure you tune into DUBLAB!

dublab is a non-profit web radio collective devoted to the growth of positive music, arts and culture. We have been broadcasting independently since 1999. Our audience of turned-on listeners connect from around the world. dublab’s mission is to share beautiful music via the world’s best djs. What you hear on dublab crosses genres and defies classification. Unlike traditional radio, the dublab djs have total freedom of selection. You will experience many different sounds, but find they all have the same soulful root. We have extended our creative action to include art exhibits, film projects, event production and record releases.

A special thank you to Ale! You’re the man!

robin tomlin 2

Magia Negra Mixtape #8 | The Rum Cove Mix | Southern Soul Experience

We are proud to bring you a selection made by Robin Tomlin aka The Rum Cove!
He broadcasts an R&B show on WTJU FM called Soulful Situation for 15 years now and is a DJ Soul/Funk dance parties in VA, DC, NY and New Orleans too. This exclusive selection includes music recorded for some of his favorite Southern Soul record lablels at his favorite Southern recording studios. The labels are Stax/Volt (of course) Sound Stage 7/77, Jewel/Paula/Ronn, Fame, Duke/Back Beat, Bell/Mala/Amy and SSS international/Silver Fox/Mineret.

Now sit back, relax and enjoy The Rum Cove!!

Thank you, Robin – you’re the man!

http://wtju.net/

boy named sue

10 delicious funk 45′s by A Boy Named Sue

Depois de 10 maravilhosas escolhas num espectro mais associado à soul, o Magia Negra pediu a Tiago André ou A Boy Named Sue  [https://www.facebook.com/djaboynamedsue] para deambular um pouco pelo funk e alguns dos seus 45′ preferidos. Eis os temas escolhidos para abanar a anca:

After 10 wonderful choices associated with the soul spectrum, Magia Negra asked Tiago André aka A Boy Named Sue to walk on by the funk with some of his 45′ favorite. Shake your hips:

Chakachas – Jungle Fever

Betty Davis – Anti Love Song

The Meters – Look-Ka Py Py

Bob & Earl – Harlem Shuffle

Andre Williams – Sweet Little Pussycat

James Brown – The Popcorn

War – Me & Baby Brother

Sugarman 3 – Soul Donkey

Joe Bataan – Chick-A-Boom

Arthur Conley – Funky Street

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Break Machine – um dos álbuns que mudou a minha vida

Eu era apenas mais um miúdo que não percebia nada do que ouvia mas que sentia alegria a correr-lhe pelo corpo sempre que carregava no play.
Quase 30 anos depois comprei o LP numa feira de antiguidades e mal deixei cair a agulha no vinil senti o que de mais perto se inventou até hoje em termos de viagens no tempo.

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Não sei ao certo que idade teria, mas creio não me enganar muito se disser que estaria algures entre os 7 e os 8 anos quando vi esta cassete pela primeira vez.
Costumávamos ir à feira do Louriçal aos domingos, comer cordões de pinhão, rosquilhas, tremoços, comprar fatos de treino, sapatilhas e, ocasionalmente, lá conseguia uma ou outra cassete de música.
Lembro-me que havia uma banca, tipo mini-roulotte, completamente forrada a cassetes, que se destacava do resto das bancas. O vendedor, de bigode farto, faces rosadas e barriga proeminente aconchegada por uma camisola de lã com fios brilhantes, ia trocando cassetes e pondo o que bem lhe apetecia, intervalando com frases de ordem, criando um ambiente entre o mc da Jamaica e a pista de carros de choque.
Naquele domingo de 1985 consegui convencer a minha mãe a comprar-me uma cassete. A capa era bastante apelativa. 3 amigos com roupas largas, braços entrelaçados, óculos gigantes e letras grandes a dizer Break Machine e Break Dance.

break machine
É impossível – e até inútil – comparar a relação que existia então perante a música e a atitude actual, mas será pertinente referir que o acto de comprar música não era coisa que se fizesse todas os dias. Nem todas as semanas. Nem todos os meses. Isto para dizer que estávamos a “anos-luz” de ter milhares de álbuns à nossa disposição (ou de sequer sonhar que tal viesse a ser possível), à distância de um “click” – o que nos levava a ouvir repetidamente, muitas vezes até à exaustão, a pouca música que possuíamos.
Esta cassete foi um desses casos. Mas ainda mais importante do que mencionar que rodou incessantemente no meu rádio portátil e no walkman amarelo, será referir o facto de que foi a primeira vez que me apercebi de como a música podia ser alegria em estado puro a atravessar-me o corpo. Tentei, vezes sem conta, ser um breakdancer. Vestia o fato de treino mais largo que tinha, estendia um cartão velho no chão, carregava no play e atirava-me para o que de mais estranho poderia acontecer em termos de movimentos corporais. Não fazia a mínima ideia do que ali acontecia, era mergulhado numa espécie de twilight zone, mas sentia-me profundamente feliz e era isso que interessava.
O que eu ainda não sabia é que viria a precisar tanto desse fluxo de energia positiva como de sangue nas veias.

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Ao voltar a ouvir este disco, quase 30 anos depois, viajei no tempo à velocidade da luz. Mal a agulha tocou no vinil, a alegria voltou a percorrer-me o corpo como onda de tsunami. E voltei a fazer aqueles movimentos estranhos próprios de quem não sabe o que está a fazer mas também não se incomoda. O disco rodou até ao final e eu rodei com ele. Fui incapaz de o interromper. Fui incapaz de me interromper. Não me importei com saber se era proto-hip-hop ou early rap. Não me importei em ir ver quanto valia no discogs.
Não há crítica nem catalogação possível a discos que nos emocionam. Nem há preço para discos que nos fazem sonhar.

Para informações mais isentas e detalhadas sobre este projecto, podem sempre consultar os seguintes links:

http://en.wikipedia.org/wiki/Break_Machine

http://www.discogs.com/artist/42238-Break-Machine

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Music From the Depths of Groove

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